Elizabeth Caldeira Brito


Elizabeth Abreu Caldeira Brito

 

 

Elizabeth Abreu Caldeira Brito - Nasceu em Goiânia – Goiás. É filha de Pedro de Abreu Caldeira e de Romilda Ribeiro Caldeira. Formou-se em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física do Estado de Goiás (ESEFEGO) e em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás (UCG). Fez pós-graduações em Educação Física e em Psicologia na área do Ensino Especial. Foi professora, dentre outras Instituições de Ensino, na Universidade Católica de Goiás (UCG). Foi professora de dança no Centro Livre de Artes da Secretaria Municipal de Cultura, tendo sido aprovada em primeiro lugar em concurso público, sendo sua diretora por nove anos. É chefe de gabinete do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás onde é Sócia Titular - Cadeira nº07, é membro da União Brasileira de Escritores - Seção Goiás (UBE-GO), da Comissão Goiana de Folclore, onde é secretária geral, da Academia Goianiense de Letras e da Associação Goiana da Imprensa (AGI). É Acadêmica da Academia de Letras, Ciências e Artes de Campo Formoso (ALCACAMFOR) e da Academia de Letras, Ciências e Artes de Bela Vista. Recebeu o título de Personalidade Cultural do Ano-2005 pela UBE-GO e de Amiga da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Foi eleita Sócia Titular do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, onde ocupa a Cadeira nº. 07. É membro do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de Goiânia. Publicou os livros: Dimensões do viver, poesias. Goiânia: UBE/GO / Kelps - Edições Consorciadas. 2004; Quatro poetas goianos e um pintor francês, biografias. Goiânia: Kelps, 2004. O avesso das horas & outros, = El reverso de las horas y otros = L'envers des heures & autres, poesias. Goiânia: Editora UCG. 2007. Edição trilingue: port. francês e espanhol - Coleção: Goiânia em prosa e verso. Participa de várias antologias nacionais. Tem poemas traduzidos para o francês e espanhol, publicados em revistas da Europa e da América Latina.

 

PALAVRA

Imersa à infância

traduz o Outro ser.

O sentido é imposto:

significa o que o Outro

indivíduo quer dizer.

Palavra de então,

que ainda não se crê:

transporta o que é de si

em signo do além,

congela a realidade,

reforça preconceitos.

Som que silencia

a história que contém.

Palavra que liberta

as sementes da fala.

Quando mais germina,

quanto mais se cala.

 

PALABRA

Inmersa en la infancia

traduce el Otro ser.

El sentido es impuesto :

significa lo que el Otro

indivíduo quiere decir.

Palabra de entonces,

en la que todavía no se cree :

transporta lo que hay en sí

en signo de más allá,

congela la realidad,

resfuerza preconceptos.

Sonido que silencia

la historia que contiene.

Palabra que libera

las simientes del habla.

Cuanto más germina

tanto más calla.

 

PAROLE

Immergée dans l’enfance

je traduis cet autre être.

Le sens est imposé :

Il ne signifie que ce que l’autre

individu veut exprimer.

La parole d’alors,

celle à laquelle on ne croit pas encore :

Elle véhicule ce qu’elle a en soi

en signe de l’au-delà.

Elle congèle la réalité

et renforce les préjugés.

Il y a des sons qui baillonnent

l’histoire qu’ils contiennent.

La parole qui libère

la semence de la parole.

Plus elle germe,

plus elle est silencieuse.

 

EXPERIÊNCIA

O canto de um ser plural,

guardará indelével,

os amanhãs que chegam,

à sombra daqueles

estagnados,

no avesso das horas.

Cravada na geografia dos rios

da correnteza do sangue,

nos fios de memória

que guardam o lume

das claras manhãs.

A vida celebra.

E ao inexistir

a cal desses dias,

haverá de estar

para além do fim,

a experiência.

 

EXPERIENCIA

El canto de un ser plural

guardará indeleble

los mañanas que llegan

a la sombra de aquellos

estancados ya

en el reverso de las horas.

Clavada en la geografía de los ríos,

en la corriente de la sangre.

Y en los hilos de la memoria

que guardan la lumbre

de las claras mañanas.

La vida se acelera.

Y al inexistir

la cal de esos días

habrá de estar

más allá del fin

de la experiencia.

 

EXPÉRIENCE

Le chant d’un être pluriel,

gardera de façon indélébile,

les lendemains qui arrivent,

et l’ombre de ceux

qui, immobilisés,

sont à l’envers des heures.

Cloué dans la géographie des fleuves,

dans le courant du sang,

et des fils de la mémoire

qui gardent la lumière

de matinées claires

que la vie célèbre.

Et, étant inexistante,

la chaux des jours

sera nécessairement

pour l’au-delà de la fin

de l’expérience.

 

Textos: Elizabeth C. Brito. Ilustração: Yvan Avena

Traduções: para a língua Espanhola- Perpétua Flores, para a língua francesa- Yvan Avena

Livro em edição trilingue: O avesso das horas & outros = El reverso de las horas y otros = L'envers des heures & autres


 

 

 

 



Escrito por Beth Caldeira às 16h31
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EPITÁFIO

Aqui é o único lugar

em que não estou.

Quero estar na memória,

nas recordações vivas e

nas lembranças

dos que comigo conviveram.

Nos pensamentos

de quem me fez feliz

e em cujo cotidiano entrei.

Nos passantes que

cruzaram meu caminho

e nos destinos que por ventura

                                   cruzei.

 

Elizabeth C. Brito - do livro Dimensões do viver.



Escrito por Beth Caldeira às 15h27
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ERA FELIZ E NÃO SABIA

Quando pequena queria ser outra.

Sendo eu mesma me sentia ninguém.

Cresci, evolui, mas virei ostra.

Buscando em mim, outrora, aquele alguém. 

 

Elizabeth C. Brito - do livro Dimensões do viver



Escrito por Beth Caldeira às 15h02
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ENCONTRO

Saí à procura de mim,

andei, rodei, varei mundo.

Só me encontrei, mergulhando

no fundo da alma

e no silêncio da palavra.

 

Elizabeth C. Brito - do livro Dimensões do viver



Escrito por Beth Caldeira às 14h55
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